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maio 2019

Review do livro Reinventando Você

Participei da palestra de Carlos Alberto Júlio no Centro de Convenções de Natal – RN, com o mesmo tema do livro. No livro, ele se aprofunda mais no tema de como podemos nos adaptar e manter a empregabilidade e satisfação nos dias de hoje.

As dicas são muito bem temperadas com sua história de vida em que teve que passar por um momento de reflexão e tensão devido uma doença que poderia ser grave, mas que felizmente não foi e permitiu que ele se reinventasse e compartilhasse essa sua experiência com a gente.

Vou mostrar nesse post os pontos que mais me chamaram a atenção no livro.

Fazejamento Inicio o post colocando um termo que Carlos Alberto usa no livro e que achei muito interessante: Fazejamento, que é a mistura de fazer + planejamento, ou seja, o profissional hoje tem que estar preparado para simultaneidade.

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Manifesto Faça Você Mesmo!

Esse manifesto foi criado por Ulla-Maaria Mutanen-Engeström, uma estudante de Ph.D. da universidade de Helsinki na Finlândia. Ela pensou sobre porque nós adoramos fazer coisas.

Gostei muito desse manifesto, pois tem tudo a ver com a ideia de aprender fazendo. Através da experimentação conseguimos nos divertir enquanto aprendemos coisas. O texto original você encontra aqui. Fiquem agora com o manifesto:

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Corcundas do celular

Constato o desaparecimento de um personagem muito popular do sistema de transportes públicos: o “fila-jornal”, aquele passageiro (ou passageira) que passava a viagem de pescoço esticado, tentando ler as últimas notícias no jornal do vizinho. Sejamos sinceros: em algum momento todos nós já fizemos esse papel.

A extinção do fila-jornal acontece por dois fatores. Em primeiro lugar, houve a proliferação desses tabloides de manchetes garrafais com quatro linhas de texto, distribuídos gratuitamente.

Em segundo lugar, percebi que ele foi substituído por outro personagem, que prolifera de forma avassaladora qual epidemia: o “corcunda do celular”. Sentados ou de pé, alheios ao que se passa a sua volta, esses pobres portadores de deficiência física momentânea não interrompem nem por um segundo seu teclar frenético, indiferentes às freadas ou arrancadas dos ônibus, ou nas paradas não programadas do metrô.

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Legado

Sempre fui de temperamento mais para o agitado quando criança, mas pelo que meus pais diziam era extremamente obediente. Mesmo agitado, guardo nitidamente na memória lembranças de tardes de fins de semana em que meu irmão e eu, fazendo silêncio digno de monastério, brincávamos com nossos carrinhos Matchbox aos pés da prancheta do meu pai.

Para nós, sua presença, mesmo envolvido com o trabalho já era muito, pois trabalhar por conta própria não era assim tão fácil na época. Aproveitávamos até momentos como esses, que não eram nossos, quando ficávamos fascinados pelo barulho dos esquadros deslizando sobre o papel manteiga e pela velocidade com que realizava seus cálculos numa pequena régua de cálculo.

Nunca vi meu pai como um super-homem, mas me admirava de suas braçadas quando nadava em estilo borboleta na praia. Ao terminar, sempre nos incentivava a ir até ele no fundo, o que parecia um desafio descomunal.

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Vinícius e eu

Tinha eu uns doze ou treze anos quando descobri a teoria dos sonetos e Vinícius de Moraes, ainda um tanto cheio de inocência, ainda um tanto embatucado com aquilo que poderia ser “infinito enquanto dure”.

Só voltei a encontrar o poetinha anos depois, na época do vestibular, quando descobri em sala de aula que “não é maior o coração que a alma”. Digamos que a partir dessa época, Vinícius se transformou em fonte de inspiração, numa espécie de parceiro. Ganhamos intimidade.

Tornei-me um leitor dedicado de seus sonetos, confesso que cheio de segundas intenções. A adolescência é mesmo a fase do primeiro amor eterno e de tanto abrir e fechar o volume da Antologia poética de Vinícius de Moraes, a capa já se desfazia. Guardei muitos versos na cabeça e no coração e ao longo dos anos foram ganhando mais profundidade do que aquela que eu podia encontrar naqueles tenros anos.

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